Conteúdos e insights
Do planejamento à rua: como a Dot. Promo constrói experiências a partir da leitura de cada território

No Carnaval de 2026, a Dot. Promo estava em três estados ao mesmo tempo. No Recife, com ações para O Boticário e o Camarote Bradesco no Galo da Madrugada. Em Salvador, com ativações em shopping para a Riachuelo. Em Porto Velho, com um trio elétrico do Boticário na Banda do Vai Quem Quer, o maior bloco do Norte do país. São três projetos diferentes entre si. E esse é exatamente o ponto.
A operação envolveu 80 profissionais e começou a ser desenhada seis meses antes. Ela ilustra bem a forma como a agência trabalha: cada ativação nasce de uma leitura específica do território onde vai acontecer. Antes de pensar em cenografia, logística ou cronograma, a Dot. investe tempo em entender o lugar e sua cultura.
Um traço que se mantém desde o início da Dot. é a prioridade ao planejamento como etapa estruturante, e não como formalidade. A empresa se posiciona como parceira estratégica das marcas, o que na prática significa participar desde a concepção do projeto, e não só da montagem.
“Temos atuação nacional, mas nosso olhar regional é particular. É preciso entender a cultura local para conseguir exaltá-la”, explica Simone Malta, CEO da Dot, colocando um cenário que nem todos sabem: em Belém, por exemplo, chove todo dia. E todas as etapas, inclusive a logística, precisam ser pensadas de acordo com a realidade de cada localidade.”
Cada lugar pede uma conversa diferente
A Dot. nasceu em Recife em 2008 e, ao longo de quase 18 anos, foi construindo uma rotina de trabalho que começa sempre pelo estudo do contexto. Clima, logística, calendário cultural, comportamento de consumo: tudo isso entra na conta antes de qualquer briefing criativo virar projeto. Hoje a Dot. tem sedes em Recife e Fortaleza, além de unidade de negócio em São Paulo e atuação em todo o Brasil. Atende marcas como Coca-Cola, O Boticário, Riachuelo, Honda, Três Corações, Heineken e Electrolux. Foi finalista do prêmio Megafone de Ouro em Melhor Agência de Live Marketing do Nordeste e em Ativação de Patrocínio.
Um exemplo recente: quando O Boticário quis revitalizar a R.U.A. dos Amores, no Recife Antigo, a Dot. mergulhou nas referências culturais pernambucanas (frevo, maracatu, forró) para criar um espaço de arte urbana que fizesse sentido para quem vive ali. Artistas locais assinaram os murais e a ornamentação seguiu a estética da região. O resultado ficou aberto ao público por um ano.
“O maior desafio foi equilibrar a autenticidade das referências culturais locais com um design contemporâneo e acessível”, conta Simone. “Queríamos que o espaço trouxesse inovação, mas sem perder a identidade do lugar.”
Não importa o lugar, mas o método de trabalho
A Dot. aplica a mesma lógica de leitura territorial em todas as regiões em que atua. No Festival de Parintins, assinou a ativação do Assaí Atacadista com um projeto que incluiu 50 triciclos da Associação de Tricicleiros da cidade, integrando a marca ao cotidiano local.
Em São Paulo e no Rio, produziu ativações para o Cirque du Soleil durante a temporada de CRYSTAL.
Em 2024, por exemplo, houve um cross-branding entre Coca-Cola, Sadia e Perdigão e a Dot executou o projeto Vila do Natal em mais de 30 PDVs ao mesmo tempo, o que mostra a capilaridade de atuação da empresa. E quando a Coca-Cola levou o Coke Studio a Salvador, foi a Dot. que cuidou da produção. A Dot. montou uma estrutura de cerca de 2.000m² no Jardim de Alah, com o primeiro palco Coke Studio sobre um trio elétrico, uma solução pensada especificamente para o contexto baiano.
Larissa Campelo, sócia-diretora da agência, enfatiza que ter processos bem definidos e uma cadeia de fornecedores locais construída ao longo dos anos é o que permite manter a qualidade de entrega em tantas praças ao mesmo tempo.
O grande evento São João
Se há um território que a Dot. conhece de perto é o São João. A empresa já esteve em mais de 20 cidades nordestinas com ativações juninas e, em 2024, operou simultaneamente em 13 delas para marcas como O Boticário, Riachuelo, Kuat, Coca-Cola, Vult e Schweppes.
Ao longo dos anos, a equipe acumulou um repertório de detalhes que fazem diferença na hora de planejar. Em Caruaru, por exemplo, a festa é descentralizada e o plano logístico precisa dar conta de normas da cidade e da circulação da população. Já Campina Grande funciona quase como um festival, com ruas internas, setores delimitados e montagens simultâneas.
“O São João de Caruaru não é igual ao de Mossoró. O jeito de festejar em Campina Grande é diferente do de Maracanaú”, diz Simone. “Quando a gente constrói um projeto para uma marca, não estamos falando apenas de forró e bandeirinhas. Estamos falando de mergulhar nas particularidades de cada cidade e de transformar esse conhecimento em experiências que fazem sentido para aquele público.”
Fonte: Promoview